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13 dezembro 2023

Evangelho no Lar (13Dez23)

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

12 - Impedimentos

Pondo de lado todo o impedimento... corramos com perseverança a carreira que nos está proposta.

Paulo. (HEBREUS, 12:1.)

Por onde transites, na Terra, transportando o vaso de tua fé a derramar-se em boas obras, encontrarás sempre impedimentos a granel, dificultando-te a ação.

Hoje, é o fracasso nas tentativas iniciais de progresso.

Amanhã, é o companheiro que falha.

Depois, é a perseguição descaridosa ao teu ideal. Afligir-te-ás com o fel de muitos lábios que te merecem apreço.

Sofrerás, de quando em quando, a incompreensão dos outros.

Periodicamente encontrarás na vanguarda obstáculos mil, induzindo-te à inércia ou à negação.

A carreira que nos está proposta, no entanto, deve desdobrar-se no roteiro do bem incessante...

Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?

O apóstolo dos gentios responde, categórico:

"Pondo de lado todo o impedimento".

Colocar a dificuldade à margem, porém, não é desprezar as opiniões alheias quando respeitáveis ou fugir à luta vulgar. É respeitar cada individualidade, na posição que lhe é própria, é partilhar o ângulo mais nobre do bom combate, com a nossa melhor colaboração pelo aperfeiçoamento geral. E, por dentro, na intimidade do coração, prosseguir com Jesus, hoje, amanhã e sempre, agindo e servindo, aprendendo e amando, até que a luz divina brilhe em nossa consciência, tanto quanto inconscientemente já nos achamos dentro dela.

                              (Pág. 39/40) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Cap. V - Bem aventurados os aflitos 

Os tormentos voluntários

23.  O ser humano está sempre à procura da felicidade completa que lhe foge, porque é algo que não existe na Terra. Apesar das dificuldades da vida, poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Procura-a, porém, nas coisas perecíveis e nos prazeres materiais, em vez de a buscar nas alegrias da alma, que são uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, a felicidade verdadeira neste mundo, procura tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo, criando dificuldades que bem poderia evitar.
Não há maiores dificuldades do que as que são causadas pela inveja e pelo ciúme. Para o invejoso e para o ciumento não existe repouso, estão sempre inquietos. Quem cobiça aquilo que outros possuem sofre de insónias. O sucesso dos rivais dá-lhes vertigens e o seu único interesse está em ultrapassar os vizinhos, procurando causar-lhes inveja. Pobre gente. Não se lembram de que, talvez já amanhã, tenham de deixar todas as futilidades cuja cobiça lhes envenena a vida!
Não é a eles que se aplicam as sábias palavras: "Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados". Isto porque todas as suas preocupações insensatas não têm compensação no Céu. Quantos tormentos consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que tem, que vê sem inveja o
que não tem e que não procura parecer mais do que é! Sente-se sempre rico porque, se olha abaixo de si, em vez de olhar para cima, vê sempre quem tenha ainda menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas e a calma no meio das tempestades da vida é sempre condição de felicidade.




Espírito “Fénelon” / Lyon, 1860
(Pg.63) 


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00)(hora de Portugal) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
- Próximo Evangelho: 20 dezembro 2023
.
Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

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Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

Reflexão à Quinta

 

A prática do bem, simples e infatigável, pode modificar a rota do destino

Emmanuel 

06 dezembro 2023

Evangelho no Lar (06Dez23)

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

11 - Glorifiquemos

Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Paulo. FILIPENSES (4:20).

Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:

- Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.

Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio:

- Bendito seja o malho que me deu forma,

Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:

- Bendita seja a lâmina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza.

Quando a seda luziu, formosa no templo, asseverava no íntimo:

- Bendita seja a feia lagarta que me deu vida.

Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada:

- Bendita a terra escura que me encheu de perfume.

Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:

- Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.

Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus.

Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.

A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.

Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.

                              (Pág. 37/38) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Cap. XX - Trabalhadores de última hora

Os últimos serão os primeiros

01. O Reino dos céus é semelhante a um pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.
E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.
Saindo de novo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça e disse-lhes: Ide vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.
Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.
E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos e perguntou-lhes: Porque estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha e recebereis o que for justo.
E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.
E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um.
Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais, mas, do mesmo modo, receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: estes últimos trabalharam só uma hora e tu os igualaste connosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia.
Mas ele, respondendo, disse a um deles: amigo, não te faço injustiça, não ajustaste tu comigo um dinheiro?
Toma o que é teu e retira-te; eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que
quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos. (Mateus, 20: 1-16.) - Ver também cap. XVIII, "Parábola da Festa de Núpcias".

02. O trabalhador da última hora tem direito ao salário mas, para isso, é necessário que a sua boa vontade o tenha mantido à disposição do patrão que o devia empregar, e que o atraso não seja fruto da sua preguiça ou da sua má vontade. Tem direito ao salário porque, desde o nascer do dia, esperava impacientemente ser chamado. Era trabalhador e apenas lhe faltava trabalho.
Se tivesse recusado o trabalho a qualquer hora do dia, se tivesse dito: "Paciência, gosto de descansar! Ao fim do dia pensarei no salário. Não tenho que me incomodar com um patrão que não conheço e de quem não gosto. Quanto mais tarde, melhor!”.
Esse, meus amigos, não teria recebido o salário do trabalho, mas o da preguiça.
E que será daquele que, em vez de ficar simplesmente parado, tivesse passado o dia a cometer más ações? Que tivesse blasfemado contra Deus, vertido o sangue dos seus semelhantes, perturbado as famílias, arruinado pessoas de boa-fé, abusado da inocência? Que tivesse, enfim, mergulhado em toda a infâmia. O que seria dele?
A esse, bastava-lhe dizer: "Senhor, usei mal o meu tempo, empregai-me até ao fim do dia para que faça um pouco, um resto apenas da minha tarefa, e pagai-me o salário do trabalhador de boa vontade". E o patrão responder-lhe-ia: "Agora não tenho nenhum trabalho para ti. Desperdiçaste o tempo, esqueceste o que sabias, já não sabes trabalhar na minha vinha. Aprende de novo e, quando estiveres mais bem-disposto procura-me que te darei que fazer a qualquer hora do dia".
Bons espíritas, meus bem-amados, todos vós sois trabalhadores da última hora. Muito orgulhoso será o que disser: "Comecei a trabalhar de madrugada e só terminarei ao escurecer".
Todos vieram para a pesada vida na carne quando chamados, uns mais cedo, outros mais tarde. Mas há quantos e quantos séculos o Senhor vos chamava, sem que tivessem querido entrar?
Agora é o momento de receberem o salário. Empregai bem a hora que vos resta. Não se esqueçam de que a vossa existência, por mais longa que vos pareça, é um momento muito breve na imensa extensão da eternidade.


Constantino / Espírito protetor, Bordéus, 1863
(Pg.171/172) 


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00)(hora de Portugal) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
- Próximo Evangelho: 13 dezembro 2023
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Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

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Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

29 novembro 2023

Evangelho no Lar (29Nov23)

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

10 - Certamente

Certamente, cedo venho. APOCALIPSE (22 :20).

Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo.

Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras fantasiosas. Engodos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.

Raras pessoas escapam de semelhante perda. Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação do dia.

A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer. 

Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e frutescência para a Natureza.

Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as próprias energias.

E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreendendo nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja dado recuperar os anos perdidos.

Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.

No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -."Certamente, cedo venho".

Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.

                              (Pag 35/36) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Cap. XX - Trabalhadores de última hora

Missão dos Espíritas

04. Não ouvis já o ruído da tempestade que deve assolar o Velho Mundo, e reduzir a nada todas as iniquidades terrenas?
Bendizei o Senhor, vós que tendes fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas vozes proféticas superiores, ides pregar o princípio da reencarnação e da elevação dos Espíritos, segundo o bom ou mau desempenho das suas missões e o modo como suportaram as suas provas terrenas.
Não tenhais medo! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Verdadeiros adeptos do espiritismo, vós sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina.
É chegada a hora em que deveis sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos e as vossas ocupações fúteis, à sua propagação. Ide e pregai, os Espíritos elevados estão convosco. Ireis certamente encontrar pessoas que não quererão escutar a palavra de Deus, porque essa palavra os convida incessantemente ao sacrifício. Pregareis o desinteresse aos avarentos, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos e aos déspotas. Palavras perdidas, bem sei, mas que importa! É necessário regar com o vosso suor o terreno em que deveis semear, porque ele só frutificará e só produzirá sob os esforços incessantes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
Sim, vós todos, homens de boa-fé, que tendes consciência da vossa inferioridade, ao contemplar os mundos dispersos pelo infinito, parti em cruzada contra a injustiça e a iniquidade. Ide e aniquilai o culto do bezerro de ouro que dia a dia mais se expande.
Ide, que Deus vos conduz! Homens simples e ignorantes, as vossas línguas soltar-se-ão e falareis como nenhum orador sabe falar. Ide e pregai, e as populações atentas receberão com alegria as vossas palavras de consolo, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as ciladas que armarem no vosso caminho? Somente os lobos caem nas armadilhas para lobos, porque o pastor saberá defender as suas ovelhas contra os carrascos imoladores. Ide, homens grandes perante Deus. Mais felizes do que Tomé, acreditais sem pedir para ver, e aceitais os factos da mediunidade mesmo quando nada conseguistes obter por vós mesmos. Ide, o Espírito de Deus vos conduz!
Caminha, pois, para a frente, falange imponente pela tua fé! E os grandes batalhões dos incrédulos desvanecer-se-ão diante de ti, como as névoas da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.
A fé é a virtude que transporta montanhas, disse Jesus. Mas, mais pesadas que as mais pesadas montanhas, a impureza e todos os vícios da impureza jazem no coração humano. Parti, pois, cheios de coragem, para remover essas montanhas de iniquidades que as gerações futuras só devem conhecer sob a forma de lendas, do mesmo modo que vós só muito imperfeitamente conheceis os períodos anteriores à civilização pagã.
Sim, as revoluções morais e filosóficas vão eclodir em todos os pontos do globo. Aproxima-se a hora em que a luz divina brilhará sobre os dois mundos.
Ide, pois, levando a palavra divina: aos grandes, que a desdenharão, aos sábios, que pedirão provas e aos simples e pequeninos, que a aceitarão, pois é principalmente entre os mártires do trabalho, nesta expiação terrena, que encontrareis o fervor da fé. Ide, que estes receberão, com cânticos de ação de graças e louvores a Deus, o consolo divino que lhes levareis, e, inclinando-se, renderão graças pelas misérias terrenas que lhes couberam.
Que a vossa falange se arme de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto, a terra preparada. Está na hora do trabalho.
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que vos concedeu. Mas, cuidado, que entre os chamados para o espiritismo, muitos se desviaram! Reparai, pois, no vosso caminho, e buscai a verdade.
Perguntareis: se muitos chamados para o espiritismo se transviaram, como reconhecer os que se acham no bom caminho? Responderemos: podeis reconhecê-los pelos princípios da verdadeira caridade que professarem e praticarem. Podeis reconhecê-los pelo número de aflitos a que levarem consolo, pelo amor que dedicarem ao próximo, pela sua abnegação e o seu desinteresse pessoal. Podeis reconhecê-los, finalmente, pela vitória dos seus princípios, porque Deus quer o triunfo da Sua lei. Os que a seguem são os escolhidos, a quem ele dará a vitória, mas esmagará os que falseiam o espírito dessa lei e fazem disso um degrau para satisfazer a sua vaidade e a sua ambição.

Espírito “Erasto”, Anjo da guarda do médium / Paris, 1863

(Pg.172/173) 


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
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Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

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Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

21 novembro 2023

Evangelho no Lar (22Nov23)

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

9 - Estejamos Contentes

Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Paulo. (1 TIMÓTEO, 6:8.)

O monopolizador de trigo não poderá abastecer-se à mesa senão de algumas fatias de pão, para saciar as exigências da sua fome.

O proprietário da fábrica de tecidos não despenderá senão alguns metros de pano para a confecção de um costume, destinado ao próprio uso.

Ninguém deve alimentar-se ou vestir-se pelos padrões da gula e da vaidade, mas sim de conformidade com os princípios que regem a vida em seus fundamentos naturais.

Por que esperas o banquete, a fim de ofereceres algumas migalhas ao companheiro que passa faminto?

Por que reclamas um tesouro de moedas na retaguarda, para seres útil ao necessitado?

A caridade não depende da bolsa. É fonte nascida no coração.

É sempre respeitável o desejo de algo possuir no mealheiro para socorro do próximo ou de si mesmo, nos dias de borrasca e insegurança, entretanto, é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado.

Descerra, antes de tudo, as portas da tua alma e deixa que o teu sentimento fulgure para todos, à maneira de um astro cujos raios iluminem, balsamizem, alimentem e aqueçam.

A chuva, derramando-se em gotas, fertiliza o solo e sustenta bilhões de vidas. Dividamos o pouco, e a insignificância da boa-vontade, amparada pelo amor, se converterá com o tempo em prosperidade comum.

Algumas sementes, atendidas com carinho, no curso dos anos, podem dominar glebas imensas.

Estejamos alegres e auxiliemos a todos os que nos partilhem a marcha, porque, segundo a sábia palavra do apóstolo, se possuímos a graça de contar com o pão e com o agasalho para cada dia, cabe-nos a obrigação de viver e servir em paz e contentamento.

                              (Pag 33/34) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Honra teu pai e tua mãe

01. Sabes os mandamentos: Não cometas adultério; Não mates; Não furtes; Não digas falsos testemunhos; Não cometas fraudes; Honra teu pai e tua mãe (Marcos 10,19; Lucas 18, 20; Mateus 19, 19).

02. Honrarás teu pai e tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te dará. (Decálogo, Êxodo 20,12).

Piedade filial

03. O mandamento: "Honrar pai e mãe", é uma consequência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, visto que não se pode amar o próximo sem amar pai e mãe. O imperativo “ honra” ou “honrai” inclui também o dever da veneração filial. Deus mostra que ao amor para com os pais é necessário juntar o respeito, os cuidados, a obediência e a condescendência, além de cumprir da maneira mais rigorosa tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever estende-se às pessoas que, sem serem pais naturais, assumiram generosamente essas funções, cujo mérito é tanto maior, quanto a dedicação é para elas menos obrigatória. Deus pune sempre, de maneira rigorosa, qualquer violação deste mandamento.
Honrar o pai e a mãe não é somente respeitá-los, mas também assistir-lhes nas suas necessidades, proporcionar-lhes o repouso na velhice e cercá-los de cuidados, como eles fizeram por nós na infância. É sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial. Não obedecem a este mandamento aqueles que apenas lhes dão o necessário para que não morram de fome, enquanto para si mesmos de nada se privam; ou aqueles que mandam os pais para as piores divisões da casa, reservando para si mesmos as melhores e mais confortáveis.
Pior ainda se tudo o que fazem é feito de má vontade, sendo os pais obrigados a pagar o que lhes resta de vida com o peso de serviços domésticos! Será justo que pais velhos e fracos tenham de servir filhos jovens e fortes? A mãe ter-lhes-á vendido o leite quando ainda estavam no berço? Por acaso contou as noites que passou em claro quando ficavam doentes, ou terá contado os passos que deu, para lhes proporcionar o cuidado necessário?
Não é só o estritamente necessário que os filhos devem aos pais pobres, mas também, tanto quanto puderem, as pequenas alegrias do supérfluo, as amabilidades, os cuidados carinhosos, que são apenas os juros do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Essa, unicamente, é a piedade filial aceite por Deus.
Infeliz, portanto, daquele que se esquece da sua dívida para os que o sustentaram na infância, os que, com a vida material, lhe deram também a vida moral e que muitas vezes sofreram duras privações para lhe assegurarem o bem-estar!
Infeliz do ingrato, porque será punido pela ingratidão e pelo abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, às vezes desde a vida presente, mas de certeza noutra existência, em que terá de sofrer o que fez os outros sofrerem!
É verdade que certos pais ignoram os seus deveres e não são para os filhos o que deviam ser. Mas é a Deus que compete puni-los e não aos filhos. Não cabe aos filhos censurá-los, porque talvez tenham merecido que assim fosse.
Se a caridade estabelece como lei pagar o mal de terceiros com o bem, ser compreensivos com as imperfeições dos outros, não os maldizer, esquecer e perdoar as ofensas, amar até mesmo as atitudes mais duras , essa obrigação é ainda maior em relação aos pais!
Os filhos devem, por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus em relação ao próximo, e lembrar que todos os atos condenáveis em relação aos estranhos, mais condenáveis se tornam para com os pais. Devem lembrar ainda que aquilo que no primeiro caso seria apenas uma falta, pode tornar-se um crime no segundo, porque neste, à falta de caridade junta-se a ingratidão.

04. Deus disse: "Honrarás pai e mãe, para teres longa vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te dará." Mas porque promete Deus como recompensa a vida terrena e não a celeste? A explicação encontra-se nas palavras: "Que Deus te dará", que foram suprimidas na forma moderna do decálogo, o que lhe desfigura o sentido. Para compreendermos estas palavras temos que considerar a situação e as ideias dos hebreus, na época em que foram pronunciadas. Os Judeus não concebiam a vida futura. Os seus conhecimentos limitavam-se à compreensão da vida física, baseadas naquilo que viam. É por isso que Deus lhes falou numa linguagem ao seu alcance e, como se faz às crianças, para que a entendessem.
Nesse tempo viviam no deserto. A terra que Deus lhes iria dar seria a “Terra Prometida”, alvo das suas aspirações. Não desejavam mais nada, e Deus disse-lhes que nela viveriam por longo tempo, o que significa que a possuiriam por longo tempo, se obedecessem aos seus mandamentos.
Quando se deu a vinda de Jesus, as ideias dos hebreus estavam mais desenvolvidas. Tendo chegado o
momento de lhes ser dado um alimento menos rude, Jesus inicia-os na vida espiritual, ao dizer: "O meu reino não é deste mundo. É nele, e não na Terra, que recebereis a recompensa das vossas boas ações."
Com estas palavras, a Terra Prometida material transformava-se numa pátria celeste. Assim, quando lhes recordou a necessidade de cumprirem o mandamento ─ Honra teu pai e tua mãe ─ já não é a Terra que lhes promete, mas o Céu. (Caps. II e III).



(Pg.129/130) 


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
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Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

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Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

08 outubro 2023

Calma - Áudio livro


 


Áudio Livro Espírita do livro Calma, do Espírito Emmanuel psicografado por Francisco Cândido Xavier.



22 junho 2022

Evangelho no Lar

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

8 - Obreiros atentos

Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus feitos. (Tiago, 1 :25.)

O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.

Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar.

Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se.

Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum.

Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do Celeste Apostolado.

                              (Pag 31/32) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Limites da encarnação

24. Quais são os limites da encarnação?
A encarnação de um Espírito numa sucessão de corpos físicos não tem limites temporais nitidamente traçados, levando em conta que o veículo material que envolve o Espírito vai diminuindo de densidade à medida que o Espírito se purifica.
Em certos mundos mais avançados do que a Terra, a sua materialidade já é menos compacta, menos pesada, ou seja, o corpo é menos denso, e consequentemente menos sujeito a dificuldades. Num grau mais elevado é diáfano e quase fluídico. Desmaterializa-se gradualmente e a sua densidade aproxima-se da do perispírito. O corpo é sempre apropriado à natureza do mundo onde o Espírito é chamado a viver.
O próprio perispírito sofre transformações sucessivas. Aperfeiçoa-se cada vez mais até à purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros.
Há mundos especiais destinados, como estações, a acolher Espíritos mais avançados; mas estes não ficam limitados a esse mundo, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento que já atingiram permite-lhes viajar para qualquer parte onde sejam chamados para cumprir as missões que lhes são confiadas.
Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como existe na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito libertar-se mais ou menos rapidamente, trabalhando para a sua purificação.
Temos ainda a considerar que, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em
relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de aperfeiçoamento. Nesse período de tempo, é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, conforme for mais ou menos desmaterializado.


(Pg.50) Espírito "São Luis" / Paris, 1859


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
.
Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

(---)

Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

15 junho 2022

Evangelho no Lar

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

7 - Pelos Frutos

Por seus frutos os conhecereis... Jesus (Mateus, 7:16)

Nem pelo tamanho.

Nem pela configuração.

Nem pelas ramagens.

Nem pela imponência da copa.

Nem pelos rebentos verdes.

Nem pelas pontas ressequidas.

Nem pelo aspecto brilhante.

Nem pela apresentação desagradável.

Nem pela antiguidade do tronco.

Nem pela fragilidade das folhas.

Nem pela casca rústica ou delicada.

Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.

Nem pelo aroma atraente.

Nem pelas emanações repulsivas.

Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.

Assim também nosso espírito em plena jornada...

Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral.

- "Pelos frutos os conhecereis" - disse o Mestre.

- "Pelas nossas ações seremos conhecidos" - repetiremos nós.

                              (Pag 29/30) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 

Características dos verdadeiros Espíritos de Deus

09. 
Desconfiem dos falsos enviados de Deus! Esta recomendação é sempre útil, mas, sobretudo nos momentos em que, como neste, a Humanidade se transforma. Nestes momentos, muitos ambiciosos se fingem reformadores espirituais. É preciso cuidado e é dever de todas as pessoas honestas desmascará-los. Vejamos, pois, como se podem reconhecer os falsos enviados de Deus:

Só se confia o comando de um exército a um general experimentado. Deus só confia missões importantes aos que são capazes de as cumprir. Para fazer avançar a Humanidade, moral e intelectualmente, são necessários homens superiores em inteligência e moralidade!
São sempre Espíritos já bastante avançados, que fizeram as suas provas noutras existências, os que encarnam para este fim, pois se não forem superiores ao meio em que devem agir, nada poderão fazer.

Um Espírito de Deus deve justificar a sua missão pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pelos resultados e a influência moralizadora das suas obras.
Se estiver, pelo seu caráter, abaixo do papel que se lhe atribui, não passa de um comediante de baixo nível, incapaz de imitar o seu modelo.
Além disso, a maior parte dos verdadeiros missionários de Deus ignoram que o sejam. Realizam aquilo para que foram chamados, graças ao poder de seu próprio génio, secundado pelo poder oculto que os inspira e os dirige, sem o seu conhecimento e sem que o tivessem premeditado.
Numa palavra: os verdadeiros reveladores conhecem-se pelos seus atos e são reconhecidos pelas pessoas, enquanto os falsos profetas apresentam-se a si próprios como enviados de Deus. Os primeiros são humildes e modestos, os outros, orgulhosos e cheios de si, falam com arrogância, e como todos os mentirosos, parecem sempre receosos de não serem credíveis.
Já se viram impostores desses apresentarem-se como apóstolos de Jesus, outros como o próprio Jesus, e, para vergonha da Humanidade, encontraram pessoas bastante crédulas para aceitarem as suas imposturas.
Se Jesus reencarnasse na Terra, fá-lo-ia com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos que se admitisse, o que seria absurdo, que tivesse degenerado. Ora, da mesma maneira que se tirarmos a Deus um dos seus atributos, já não teremos Deus, se tirarmos uma só das virtudes de Jesus, já não teremos Jesus.
Os que se apresentam como Jesus revelam todas as suas virtudes?
Observai-os, sondai-lhes os pensamentos e os atos e verificareis que lhes faltam sobretudo as qualidades distintivas de Jesus ─ a humildade e a caridade, enquanto lhes sobram as que ele não tinha ─ a cupidez e o orgulho.
Notai, aliás, que neste momento existem, em diversos países, muitos falsos Jesus, como há também
numerosos e falsos Elias, falsos São João ou São Pedro, nenhum deles verdadeiro. Podeis estar certos de que são exploradores da credulidade que acham cómodo viver à custa daqueles que lhe dão ouvidos.
Desconfiai, portanto, dos falsos profetas, sobretudo numa época de renovação, porque muitos impostores se dirão enviados de Deus. São os que buscam uma vaidosa satisfação na Terra, mas podeis estar certos de que uma terrível justiça os espera!


(Pg.178/179) Espírito "Erasto" / Paris, 1862


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
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Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

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Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo. 

08 junho 2022

Evangelho no Lar

 

Fig. 01

 

Livro: Fonte Viva 

6 - Aceita a Correção

E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Paulo. (Hebreus, 12:11).

A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.

A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.

A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.

Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.

A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.

A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.

O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.

Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.

Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.

Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.

A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.


                              (Pag 27/28) Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Foto:02



Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo 
A cólera

09. 
O orgulho leva-vos a acreditar que sois mais do que realmente sois e a não suportar uma comparação que vos rebaixe perante os vossos irmãos, quer como Espíritos, quer na posição social ou nas vantagens pessoais. A mínima comparação vos irrita e oprime, e por isso vos encolerizais.
Procurai a origem desses acessos de demência passageira que vos aproximam da animalidade, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão. Procurai e encontrareis quase sempre o orgulho ferido que vos faz repelir as observações justas e rejeitar os mais sábios conselhos.
As próprias impaciências, que causam contrariedades muitas vezes pueris, derivam da excessiva importância pessoal que assumis, julgando que todos devem inclinar-se perante ela.
No seu frenesim, o colérico atira-se contra tudo: à natureza bruta, aos objetos inanimados que despedaça por não lhe obedecerem. Ah! Se nesses momentos pudesse observar-se a sangue frio teria medo de si mesmo ou achar-se-ia bem ridículo! Que avalie por isso a impressão que deve causar nos outros.
Ao menos que fosse por respeito por si mesmo, deveria esforçar-se para vencer essa tendência que faz de si motivo de dó.
Se ao menos pensasse que a cólera nada resolve, faz mal à saúde e pode comprometer até a sua própria vida, veria que é ele mesmo a sua primeira vítima.
Mas outra consideração deveria sobretudo detê-lo: o pensamento de que torna infelizes todos os que o rodeiam. Se tem coração, sentirá remorsos por fazer sofrer as pessoas que mais ama. Se, num acesso de fúria, cometesse um ato de que tivesse de arrepender-se por toda a vida, passaria por um desgosto mortal.
Em suma: a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede que se faça muito bem e pode levar a que se faça muito mal. Isso deve ser o suficiente para estimular esforços no sentido de a dominar.
O espírita, além disso, é solicitado por outro motivo: o de ser contrária à caridade e à humildade cristãs.


(Pg.91) Um Espírito protetor / Bordéus, 1863


Foto: 03

Observação: Todas as quartas (20h00) o nosso grupo efetua e publica o Evangelho no Lar
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Fig:02 / Foto:  jm / nefv
Fig:03 / Foto:  espiritismo racional

(---)

Fazer o Evangelho no Lar tem como finalidade harmonizar espiritualmente o local onde vivemos com a nossa família ou sozinhos. Não se trata de uma prática católica, mas sim um encontro da nossa essência para com o universo que nos rodeia. Muitas vezes temos necessidade de parar um pouco as nossas rotinas do dia a dia e ligar-nos espiritualmente ao que nos envolve com pensamentos cristãos. Não dura mais de 10 / 15 minutos. E isso contribui para nos acalmarmos e estarmos mais despertos para as dificuldades da vida, porque são elas que nos fazem evoluir na aprendizagem. Todos os espíritas sabem das vantagens que têm em efetuar o Evangelho do Lar. Pode ser efetuado todos os dias, mas normalmente escolhe-se um dia e uma hora definido semanalmente para essa reunião. Poderá colocar uma garrafa com água sobre a mesa a fim de ser magnetizada pela espiritualidade. Pode ainda colocar uma música relaxante de fundo, efetuar uma pequena prece, que não é nada mais que uma conversa com Deus, pedindo a proteção do Espaço a Jesus, maior referencial de ensino e bondade cristã. Faz-se a leitura e comentário de um pequeno livro, neste caso estamos a fazer do livro “Fonte Viva”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Xavier. De seguida, aleatoriamente abre-se o livro Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e comenta-se. De seguida faz-se a prece de encerramento pedindo proteção pelo Lar, família, amigos e sobretudo pelo nosso Planeta. Já no fim bebe-se a água que previamente se colocou sobre a mesa. Genericamente é este o processo do Evangelho no Lar, que cada um adapta às circunstâncias, não esquecendo das vantagens em realiza-lo.